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Fabricantes de lacres para medidores querem crescer junto com smart grids

Crédito: gettyimages

O mercado de lacres de medidores eletrônicos está em expansão tanto no Brasil quanto no mundo. A evolução dos modelos feitos em plástico para os desenvolvidos em aço começou nos anos 1960. Os medidores eletromecânicos passaram a ser eletrônicos e, hoje, a indústria já projeta uma evolução também para os lacres. Assim como para os medidores, o futuro desse segmento será pautado pelas smart grids.

A indústria de lacres para medidores no Brasil não deixa nada a desejar em relação aos fabricados nos outros países. Trata-se de um mercado que possui um histórico grande, com modelos que foram evoluindo de acordo com a necessidade de cada época. Segundo André de Lima Castro, diretor da ELC Produtos de Segurança, empresa que fabrica lacres, talvez essa consolidação se deva ao jeitinho brasileiro. “O Brasil é um mercado muito à frente nessa área de lacres, porque, infelizmente, o povo é muito criativo e sempre quer deixar de pagar uma conta. Então, os lacres, para dar resposta a essa necessidade, são de alta tecnologia”.

Os futuros modelos de lacres para medidores de energia englobam leitura automática via scanner e a utilização de sistemas que permitirão interligar as informações entre as distribuidoras e os fabricantes de medidores. Outra opção ainda em desenvolvimento é o uso de etiquetas de radiofrequência, viabilizada por download, e ainda novos mecanismos de trava e maior rapidez para indicar uma tentativa de violação. No mundo, já se fala em lacres com chips ativos e lacres eletrônicos com controle via satélite, sendo estes dois últimos ainda não voltados para o setor elétrico.

Os lacres funcionam como um instrumento identificador de alterações no medidor ou de furtos de energia. É uma tendência natural que essa ferramenta passe a atender às necessidades dos novos medidores inteligentes, e mesmo com o avanço da tecnologia, continuarão tendo um papel fundamental no quesito segurança. “A fraude, infelizmente, de uma forma ou de outra, sempre vai existir. Seja no medidor eletromecânico, seja no medidor eletrônico, existe possibilidade de acesso não autorizado, muitas vezes até por pessoas mais habilitadas, tecnicamente falando, e, portanto, há também para nós uma dificuldade na lacração desses medidores”, afirma o diretor e sócio da SSB Selos de Segurança do Brasil, Luiz Roberto Barcellos Gonçalves.

As opções básicas disponíveis, atualmente, para o mercado de medidores são os lacres indicativos, feitos em policarbonato de alta resistência e que podem ser corrompidos com as mãos e, os semibarreira, produzidos em cabo de aço, que não permitem o acesso manual.

Na SSB, empresa que atua no Brasil desde 1993, além desses dois tipos, há também as etiquetas-lacre e fitas-lacre, que possuem uma tecnologia personalizada para facilitar a identificação. Já na ELC, são também comercializados sistemas de lacração, como o RFID (Radio Frequency Identification), ou também conhecido como lacre virtual, solução que permite o rastreamento de um lacre por meio de controle via web, possibilitando o acompanhamento do lacre durante toda a sua vida útil. “O principal diferencial desse software é ter o lacre como parte de todo um sistema de segurança. Muitas empresas querem ter um lacre 100% inviolável, mas, na verdade, o problema não está só no lacre, o lacre é manipulado por pessoas que podem eventualmente vir a ser corrompidas, então o sistema coíbe isso. O lacre por si não é a única solução, ele é parte de todo um sistema de segurança”, explica André.

Em relação ao Plano Nacional de Troca de Medidores da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), que prevê a substituição de 60 milhões de medidores por medidores eletrônicos, em um período de dez anos, e está em fase de audiência pública, ambas as fabricantes de lacres entrevistadas pela reportagem afirmaram não ser uma mudança muito grande e que a demanda poderá ser tranquilamente atendida, já que possuem capacidade instalada para isso.
fonte: www.jornaldaenergia.com.br

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